Eterna Insatisfação

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Quando está gordo tá infeliz e quando emagrece fica infeliz, não consigo entender esses eternos insatisfeitos que antes e depois da cirurgia continuam reclamando da vida.

Antes: gordo, com mais de 100 kg, tem dores nas articulações, é recriminado pela sociedade se torna infeliz e quer emagrecer.

Depois: corpo emagrecido, as dores reduziram ou desapareceram, não sofre mais preconceito, no entanto reclama por não poder comer como anteriormente, tem sobra de pele e alguns probleminhas hormonais e vitamínicos (todos previstos, avisados e assinados no termo de cirurgia).

Sinceramente, não consigo entender essas criaturas que querem um emagrecimento FÁCIL, eles precisam entender que nem na hora que nascemos é fácil, porque um emagrecimento cirúrgico seria menos complicado?

Cada vez mais tenho certeza que pessoas como essas citadas acima não deveriam nunca passar por um procedimento desses, agora fica a dúvida quem está errando? Seria culpa dos médicos por liberarem uma criatura despreparada ou da equipe multidisciplinar que não soube orientar e enfatizar os riscos e problemas secundários da cirurgia?

Fica ai minha indignação, e aos que ainda não passaram pelo procedimento, PENSEM muito, pois o negócio não é fácil, não é uma mera cirurgia que vai resolver o seu PROBLEMA!!!

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Fome ou vontade de comer?

Hoje li um post no site Emagrece Brasil que me fez refletir sobre a fome emocional, esse tipo de “fome” é aquela que vem sempre quando estamos emocionalmente instáveis…

Buscar conforto na comida para compensar tristezas e frustrações é uma atitude super comum, mas nem sempre a gente percebe que isso está acontecendo. E quando percebe, não consegue se conter. Nessas horas, os alimentos doces e gordurosos, por serem mais saborosos, são os primeiros a serem devorados num zás trás. “Essa fuga pode até proporcionar algum prazer, mas ele é momentâneo e vem sempre seguido de uma grande frustração”, diz a nutricionista Lara Natacci, mestre em comportamento alimentar pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Dietnet Assessoria Nutricional, em São Paulo.

Felizmente, é possível se controlar diante da geladeira. Conheça cinco estratégias infalíveis:.

1- Identifique o que faz você comer mais – Faça um diário alimentar, relatando tudo o que ingeriu durante o dia, tomando nota até mesmo dos horários de lanches, refeições e eventuais beliscadas. Junto a esse registro, coloque também o sentimento que consegue identificar em cada um desses momentos ou um pouco antes disso –– tristeza, alegria, cansaço… “Ao lado de cada anotação, use uma escala de 0 a 10 para classificar a intensidade da fome”, recomenda Lara Natacci. Depois de alguns dias, observe e procure perceber o que você está comendo, quando e por quê. Trata-se de uma espécie de exercício de autoconhecimento que vai ajudar a frear os ataques de gula.

2- Liste as atividades que gosta de fazer e substitua as guloseimas por uma delas. Nessa relação, devem entrar apenas o que realmente lhe dá prazer. Pode ser dançar, passear com o cachorro, ouvir música, andar de bicicleta, escrever, nadar, cantar e por aí vai. Procure incluir o maior número possível de opções. “Quando vier o impulso pela comida, olhe a lista e tente realizar uma delas”, ensina Lara Natacci. Você vai ver que, na maioria das vezes, dá para fazer essa troca sem dramas e perceber que não é fome o que de fato está sentindo.

3- Faça o teste da fome – Num sábado ou domingo, levante pela manhã e não tome café. Observe quais são as suas reações quando o apetite desperta. Dor de cabeça, um pouco de tontura, mau humor, fraqueza? “Depois desse exercício, quando tiver vontade de comer fora de hora, mas não estiver com uma dessas sensações, a pessoa vai saber que não é fome”, explica Lara. Claro que esse teste só deve ser feito uma vez. E, no dia a dia, ninguém vai precisar esperar por uma dessas reações para, só então, se alimentar. Mas, quando aquela gulodice incontrolável vier à tona, esse pode ser um bom termômetro para sinalizar que é chegado o momento de dizer não aos petiscos.

4- Não armazene guloseimas em casa – O primeiro passo é ir sempre ao supermercado de barriga cheia. Assim, salgadinhos e afins não vão parar no carrinho e na despensa. Sem os quitutes guardados no armário, vão sobrar itens mais saudáveis e menos gordurosos para se satisfazer num momento de fúria. “O risco de exagerar é sempre maior se esses alimentos estiverem ao alcance”, afirma a nutricionista Mariana Del Bosco, responsável pelo Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

5- Evite riscar um determinado alimento do cardápio – Na hora de escolher o que comer, inclua sempre um mix de alimentos que fornecem todos os nutrientes de que precisamos, como vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos e proteínas. Estudos provam que restrições severas provocam exageros depois, e o resultado acaba sendo bem pior. É aí que entra o famoso efeito sanfona. Por isso, não pense em cortar radicalmente açúcar ou chocolate, por exemplo. Basta diminuir o consumo. “Quando há a restrição, geralmente logo em seguida vem a compensação, e isso é péssimo”, diz a nutricionista Lara Natacci.

Matéria de Marcia Melsohn