3 anos de cirurgia e o que mudou?

 

Três anos se passaram, corpo emagrecido, vida mudada, novos hábitos e a mesma ansiedade de antes…

Desde o dia 30/07/2009 até hoje foram 50/53 quilos eliminados (sim o peso oscila, afinal tem os inchaços e pisadas na bola), hoje sigo uma rotina de exercícios quase que diária, estou treinando corrida e amadurecendo a ideia de fazer muay thai.
Fico me perguntando porque eu nunca fui atrás de exercícios enquanto obesa, a resposta é fácil e óbvia – o obeso tem vergonha de ir pra academia por que acredita que todos olham pra ele com nojo e desprezo. Não vou dizer que é só imaginação não, mas é muito importante (tanto antes quanto depois) fazer atividade física,  seja pra ficar com o corpo e saúde em ordem quanto para fazer amizade, conheci pessoas maravilhosas nesse decorrer, amigos que levarei pro resto da minha vida, sem contar o meu companheiro eterno, meu namorado Tales que conheci aos 17 (obesa) e participou e participa de toda batalha que foi chegar até aqui agora marido.

Esse mês tenho mais um desafio, vamos participar de uma corrida de 5km vai ser difícil pois estou me recuperando de um probleminha na lombar, mas nem que seja pra chegar em último lugar eu vou, afinal o que importa não é correr pros outros e sim se superar. Essa superação não é só no esporte, mas também na vida – ontem enfiei o pé na jaca, então o objetivo de hoje é evitar se render aos desejos da gula – e assim por diante.

Hoje estou pesando 73kg e tenho como meta chegar aos 65, como eu sempre digo, a cirurgia é fácil, difícil mesmo é manter a cabeça sã e o corpo esbelto.

Como sempre digo, o estômago está menor, mas os problemas e a cabeça estão inteiros, então força na peruca e lembremos dos 3F’s – Força, Foco e Fé.

Por hoje é só pessoal…

Inté mais

 

 

 

 

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Carteira de Identificação do Paciente Bariátrico

Você sabia que todos os pacientes que passaram por cirurgia bariátrica tem direito a uma Carteira de Identificação do Paciente Bariátrico?

Em novembro de 2011 foi lançada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) a tão esperada carteira de identificação  visa contribuir com o atendimento adequado e integral do paciente que fez a cirurgia metabólica, principalmente, em casos de emergência. Na carteira, deverá constar o nome do paciente, o nome do cirurgião, a data da cirurgia e o tipo da técnica cirúrgica adotada, há também espaço para observações importantes, como alergia a substâncias, tipo sanguíneo, doenças associadas, entre outras informações que podem ser assinaladas pelo médico.

Para receber a sua carteira gratuitamente basta solicitar ao seu cirurgião que faça o pedido na SBCBM!

Fonte: <SBCBM>

3 anos de Rumo à Bariátrica

Caramba, como o tempo passa rápido. Parece que foi ontem que eu escrevia o primeiro post desse blog que no início era apenas uma indagação: Rumo à Bariátrica? Afinal essa era uma pergunta que eu me fazia quando entrei para o núcleo de saúde preventiva da Unimed Piracicaba. Minha situação na época era: pressão arterial 18×10 pesando 128kg, só resolvi participar do grupo multidisciplinar do plano porque eu estava indo pra faculdade e ao passar na roleta do ônibus eu quase fiquei entalada, aquilo pra mim foi a gota d’água.

O grupo me ajudou muito, mas tiveram situações que me tiraram do sério, como quando a psicóloga chegou a dizer “Deus me livre ficar gorda” quando ela contava que tomou um milk-shake e ficou com medo engordar, ou então, quando eu tinha feito tudo certo na semana e ao pesar percebia que eu tinha engordado e pra ajudar a nutricionista ao invés de tentar entender a situação só sabia criticar. Mesmo tendo passado por alguns percalços, com o tempo eu fui percebendo a real necessidade da cirurgia.

A liberação do plano aconteceu, a cirurgia foi marcada, mas sabe do que eu realmente tinha medo? Não era de morrer na mesa, mas sim de que se eu viesse a morrer quem teria que carregar o meu caixão, o caixão de uma gorda de 123kg, a vergonha que eu teria ao ver as pessoas carregando aquele monte de banhas e dizendo coisas que eu ouvi a vida toda…

Cirurgia feita, e eu achava que a pior parte era a dieta líquida, mas como eu digo para quem me pergunta até hoje qual é a pior parte? Por incrível que pareça é depois que acabam todas as limitações alimentares, é quando você pode e consegue comer de tudo, e a sua cabeça percebe que você pode comer mais um pouquinho que tá tudo bem, que não vai fazer mal, mas sim você vai passar mal, terá dumping ou indigestão…

Eu percebi com esse blog que muitas pessoas me procuram com questionamentos clínicos, e informo que quem fez essa cirurgia não é habilitado a responder sobre sintomas decorrentes dela, pra ter essas respostas procure um médico, se alguma pessoa que não tem diploma médico te orientar sobre esse tipo de assunto ela está cometendo um crime o de exercício ilegal de medicina!

É minha gente, agora não tenho mais um corpo gordo, apenas algumas sobras de pele, que o plano insiste em dizer que não é necessária a retirada delas para que eu tenha qualidade de vida. Ao me olhar no espelho eu vejo um corpo magro, mas não consigo me sentir magra, dentro de mim sempre vai viver uma obesa que pode voltar à tona a qualquer deslize.

A vida do obeso magro não é fácil, mas é mais bela que a do obeso gordo. Não vou mentir que tenho meus tropeços e enfiadas de pé na jaca, mas eu tento me controlar ao máximo e fiz da atividade física minha aliada, tento frequentar a academia de segunda a sexta fazendo no mínimo 45 minutos de atividade aeróbica.

Hoje minha pressão arterial é 10×6 e meu peso oscila entre 71-73kg, pretendo ainda chegar nos 65 (mesmo com a maioria achando que o meu atual peso está bom pra mim – mas é o que eu quero, e não que os outros acham, porque se eu fosse pelo que os outros acham eu estaria ainda com 123 kg) e com a mudança de vida que tive resolvi também mudar o nome do blog para: “Enfim magra, porém obesa! – Indagações e relatos de uma eterna obesa em um corpo magro!”.

Sejam bem vindos a uma nova etapa desse blog, uma era de manutenção de peso e melhoria contínua de qualidade de vida!

Hipotensão ou Pressão Baixa

A cirurgia bariátrica me trouxe qualidade de vida além de um corpo magro, mas também me trouxe novas indagações e dúvidas… Minha pressão antes de fazer a cirurgia chegou a 18×10 (hipertensão), tive que tomar remédio e consegui manter em 12×7 ok. Após a cirurgia percebi que ela se manteve entre 12×7 e 9×5, procurei um cardiologista, afinal a cada 5 anos eu tenho q fazer exames preventivos porque na família do meu pai todos tem problemas no coração. Minha cardiologista me informou que é comum o paciente que realizou a bariátrica ter hipotensão, uma vez que a ingesta de água em uma pessoa “normal” deve ser de no mínimo 2L e uma pessoa operada deve ingerir mais, afinal o metabolismo se tornou mais acelerado e filtra mais rápido a água, enfim vou repassar uma orientações recebidas por mim.

Hipotensão – Orientações Gerais

  • Beber bastante água. Idealmente 8 copos de água antes das 13h e depois, o suficiente para manter a urina clara;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Levantar devagar, sair da cama lentamente;
  • Não cruzar as pernas quando sentado;
  • Comer refeições pequenas com pouco carboidrato;
  • Caso apresente sintomas de pressão baixa (náusea, tontura, mal-estar, escurecimento visual) sente-se ou deite-se imediatamente. Procure elevar os pés cima do nível do coração (caso não perceba melhora, procure um médico);
  • Use meias de compressão;
  • Evitar ficar em pé por muito tempo;
  • Evitar banhos quentes;
  • Se os sintomas forem muito intensos, procure um cardiologista!
Mais uma vez vou dizer e mais uma vez serei ignorada e receberei comentários de ordem médica: SE VOCÊ TEM UM OU MAIS SINTOMAS, PROCURE O SEU MÉDICO, ELE E NINGUÉM MAIS PODERÁ DAR UM DIAGNÓSTICO E TE MEDICAR OU ORIENTAR!